
Faca de ponta
Às vezes o mundo
Nos pega de ponta
Nos leva por conta
Sem nos consultar
E somos tão frágeis
Pra vencer a corrente
Que nos leva, inclemente
Pros perigos do mar
Mas nem por isso, amigo
Eu descreio do mundo
Pois já sei, lá no fundo
Que viver é lutar
Para aqueles que querem
Que eu lamente os espinhos
Planto flor nos caminhos
E convido a sonhar
Mas nem por isso, repito
Mas nem por isso, repito
Eu descreio da vida
Se tocada... a ferida
Nos machuca bem mais
Para aqueles que sonham
Meu sorriso mais triste
O meu samba resiste
É o meu canto de paz!
Às vezes a vida
Nos tira do leito
Nos pega de jeito
Que nem cabe falar...
Só nos resta o refúgio
Em alguma cantiga
De alguém que nos diga
Que o sol vai voltar.
Martim César
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